A “Volta do Regresso” acontece entre 4 e 15 de agosto

Lisboa vai dar as boas-vindas ao pelotão da 82ª Volta a Portugal Santander, já a 4 de agosto.

Após 1568 quilómetros, as emoções vão terminar na larga e sempre espetacular Avenida da Europa, em Viseu, onde o contrarrelógio final irá revelar o novo vencedor. Entre a Volta possível que as medidas sanitárias permitem e a saúde de todos nós reclama, contam-se algumas novidades: Ponte de Sor, no Alto Alentejo, estreia-se na competição, assim como a marca Continente que vem emprestar o prestígio da Camisola das Bolinhas ao Prémio da Montanha

Joaquim Gomes
Diretor da 82 ª Volta a Portugal Santander

“Há precisamente 50 anos a “Volta” começava em Lisboa, com um Prólogo, e um vencedor, que brilhantemente igualou um feito julgado irrepetível, conseguido por Alves Barbosa, duas décadas antes, em 1951,- envergar a Camisola Amarela do primeiro ao último dia. E é por esse homem, que arrastou multidões, e marcou de forma indelével a história do desporto nacional, que importa assinalar este regresso a Lisboa, e, sobretudo, enquanto palco de Partida da 1ª Etapa em linha, à sua terra natal, Torres Vedras, onde a edilidade, fruto de um louvável empenho e dedicação, brindará a “caravana” com a inauguração do Museu Joaquim Agostinho. O melhor Ciclista Português de todos os tempos!
Depois desta obrigatória introdução, importa referir que a 82ª Volta a Portugal, independentemente da dimensão histórica de presenças das diversas regiões envolvidas na prova, vai ter um grau de exigência elevado pelos cinco finais em Montanha; Torre, Guarda, St.º Tirso, Montalegre e Mondim de Basto, distribuídos ao longo da prova, mas essencialmente porque na Volta, independentemente do relevo mais ou menos agreste, a entrega sublime, em particular dos representantes das equipas nacionais, torná-los-á dignos do prestigio da nossa Volta e da memória de Agostinho”

É na capital portuguesa que tudo começa. O Prólogo da competição, a 4 de agosto, tem a Praça do Império, junto ao Centro Cultural de Belém, o ponto de Partida e Chegada. O percurso, na Avenida da Índia, deste contrarrelógio individual terá 5,4 quilómetros.

Na 1ª etapa, o pelotão, com cerca de 130 corredores, começará o dia por homenagear a grande figura da modalidade que foi Joaquim Agostinho. A partida será dada em Torres Vedras. Até Setúbal, serão 175,8 quilómetros, com passagens por Sobral de Monte Agraço, onde estará instalado o primeiro Prémio de Montanha da prova, com as Metas Volantes de Alenquer, Arruda dos Vinhos e Palmela a conduzirem a “Caravana” à cidade sadina, onde, na Avenida Luísa Todi, depois de uma contagem de Montanha de 2ª categoria no Alto da Arrábida, finalizará a Etapa.

Ponte de Sor será o próximo destino. A cidade do Alto Alentejo estreia-se como Partida da Volta a Portugal Santander, na 2ª etapa, a 6 de agosto. Esta presença resulta de uma parceria conjunta com os municípios do Crato, Portalegre, Castelo de Vide e Nisa, que reuniram condições para proporcionar esta oportunidade à região. O percurso é composto por três metas volantes (Crato, Portalegre e Vila Velha de Ródão) e três Prémios de Montanha de 3ª categoria, em Monte Paleiros, Serra de Ródão e Retaxo. Serão 162,1 quilómetros até ao empedrado da Avenida Nuno Álvares, no centro da capital da Beira Baixa, Castelo Branco.

Sábado, 7 de agosto, está reservado para a 3ª etapa com um percurso de 170,3 quilómetros entre a Sertã e a Covilhã terminando o dia na Torre, o ponto mais alto de Portugal Continental, com quase dois mil metros de altitude. A prova vai passar por Oleiros, Fundão e, depois de passar na Covilhã, será sempre a Montanha a dominar. Haverá quatro contagens para a classificação do “Rei dos Trepadores”, que terá este ano uma distinção diferente, a Camisola das Bolinhas – Continente. No pico da Serra da Estrela encontra-se a tarefa mais difícil, o Prémio de Montanha de Categoria Especial, que coincide com a meta, na Torre.

Antes do dia de descanso, o pelotão ainda terá pela frente 181,6 quilómetros na 4ª etapa da 82ª Volta a Portugal Santander que tem partida marcada para Belmonte. Até à meta, na Guarda, o pelotão vai passar por Caria, pela aldeia histórica de Sortelha, no Sabugal, rumando de seguida a Pinhel e Celorico da Beira. Será com a entrada na freguesia de Videmonte, localidade mais alta do concelho da Guarda, que a corrida, verdadeiramente, se endurece com um Prémio de Montanha de 2ª categoria. Sendo a Guarda a cidade mais alta de Portugal e para justificar esse apanágio, os corredores ainda terão de enfrentar, na parte final da etapa, um Prémio de Montanha de 3ª categoria, coincidente com a linha de chegada, no Largo Gen. Humberto Delgado.

Descanso na cidade mais alta de Portugal

A antecipar o Dia de Descanso da Volta que acontece na Guarda, pela segunda vez consecutiva, haverá música junto à Sé. Será o Concerto da Volta, iniciativa que a organização da prova, a Podium Events, também faz regressar este ano com todas as medidas de segurança sanitária. A estrela será a banda Capitão Fausto. Em pleno 9 de agosto, dia de repouso do pelotão profissional, realiza-se a 14ª Etapa da Volta – Brisa RTP, com partida às 10h00, no Jardim José de Lemos, também conhecido pelo Largo General Humberto Delgado. A Etapa da Volta é uma prova com tradição para todos os cicloturistas, mas também para amantes e praticantes de ciclismo. A edição deste ano vai ter passagem pela Barragem do Caldeirão, percorrendo as margens do Rio Mondego. Se sempre quis viver a sensação de ser ciclista por um dia, as inscrições estão abertas no site da Volta (https://www.volta-portugal.com/).

A Segunda Metade da Volta

Depois do descanso, é altura de regressar à estrada para a 5ª etapa. A Partida será dada em Águeda, “Capital da Bicicleta”, para homenagear os que em 1978 conseguiram, pela primeira vez, roubar protagonismo a Lisboa e Porto ao receber o final da Volta a Portugal desse ano. Até aí, a prova sempre terminara ora numa, ora noutra cidade. Serão percorridos 171,3 quilómetros até Santo Tirso, com três contagens de montanha de 4ª categoria e outras tantas metas volantes (Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira e Santo Tirso). A tirada vai terminar em alto com a subida ao Santuário da Nossa Senhora da Assunção, no Monte Córdova, Santo Tirso.

O sétimo dia de competição – 6ª etapa – será inteiramente minhoto, com partida de Viana do Castelo e chegada a Fafe. São 182,4 quilómetros com Metas Volantes, em Valença, Ponte da Barca e Póvoa de Lanhoso e quatro Prémios de Montanha, com particular relevo para a passagem no “Estremo” e “Portela do Vade”, ambos de 3ª categoria e cuja travessia nos confronta com o magnifico cenário de Monção, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca e Vila Verde.

A etapa mais longa desta edição, a 7ª etapa, vai começar em Felgueiras na quinta-feira, 12 de agosto. Serão 193,2 quilómetros, com passagens por Vila Pouca de Aguiar, Valpaços e Torre de Dona Chama (Metas Volantes) antes de terminar em Bragança, município que se repete nesta 82ª Volta a Portugal Santander.

Será também da cidade brigantina que na sexta-feira, 13 de agosto, vai partir a 8ª etapa. A jornada de 160,7 quilómetros vai terminar em Montalegre, depois da passagem na Aldeia de Torneiros em Boticas, onde está instalado um Prémio de Montanha de 1ª categoria. Será na Serra do Larouco, após a sempre difícil subida de dez quilómetros até ao segundo ponto mais alto de Portugal Continental, a uma altitude de 1503 metros, que os protagonistas terão de se impor.

No décimo dia de prova, quase a chegar ao fim mais uma emocionante Volta a Portugal, o pelotão continua a percorrer os trilhos da região do Barroso. A partida da 9ª etapa acontece em Boticas. Será mais um dia para colocar à prova os sobreviventes desta edição 82ª da Volta. Entre Boticas e Mondim de Basto, os corredores terão de percorrer 145,5 quilómetros, tendo pela frente dois Prémios de Montanha de 1ª categoria, o último naturalmente na tão carismática subida à Sra. da Graça, rodeado das belas paisagens do Parque Natural do Alvão.

Volta decide-se na cidade de Viriato
A Avenida da Europa, em Viseu, acolhe o Grande Final da 82ª Volta a Portugal Santander. É a sétima vez que a cidade no “Coração de Portugal” e berço do guerreiro Viriato tem a honra de receber a última etapa da prova. Mais numa vez, será uma luta contra o cronómetro que vai decidir a Volta. O contrarrelógio de Viseu tem 20,3 quilómetros e será o esforço final e a derradeira prova para encontrar o vencedor de 2021, sucessor de João Rodrigues, campeão da Volta em 2019.

 

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