Carlos Resende vai deixar comando técnico do Andebol do SL Benfica

© Ivo Carvalho | Sport On Stage

Treinador da equipa sénior de andebol, Carlos Resende, fez à BTV uma análise ao seu percurso no Clube e anunciou a saída

O treinador Carlos Resende e o seu adjunto Pedro Vieira não irão continuar na próxima época à frente da equipa de andebol masculino do Sport Lisboa e Benfica.

No momento de fazer um balanço às três temporadas no Clube, o técnico lamentou não ter conseguido os resultados que esperava quando aceitou vir trabalhar para os encarnados e expressou o desejo de sucesso para a equipa no futuro…

Campeonato Nacional

“Não estávamos nada satisfeitos, na medida em que o nosso objetivo era terminar a fase regular em primeiro e não conseguimos. No entanto, agora iríamos começar a fase final, onde voltaríamos a jogar todos contra todos. Dez jogos perante as primeiras seis equipas da fase regular e julgo que estaria tudo em aberto, sendo que, de facto, até ao momento, o FC Porto tinha conseguido superiorizar-se a todas as equipas.”

Taça de Portugal

“Estava tudo em aberto. Tivemos uma vitória robusta em casa do ABC, que tinha sido a equipa que nos eliminou na temporada passada. Estávamos a vir de um bom momento, mas foi interrompido. Salientar que, por muito importante que seja o desporto, que o é, a nossa saúde é sempre mais importante que isso e há que respeitar a decisão.

Taça EHF

“Ficamos tristes. Estávamos a fazer uma fase de grupos fantástica. Tínhamos quatro vitórias em quatros jogos, perante três equipas que até tinham alguma superioridade teórica, o que demonstrou que tínhamos algum potencial e estávamos esperançados em atingir a final four. Estávamos empenhados em conseguir um resultado de destaque para o Benfica a nível internacional.”

Três temporadas em balanço

“Temos de olhar para dentro e perceber o que fizemos menos bem. De facto, não fomos competentes nas competições nacionais, com exceção da Taça de Portugal e da Supertaça que vencemos. A avaliação que faço não pode ser positiva, pois sempre que uma equipa como o Benfica não ganha, não pode ser bom. Temos de ter a coragem de ter esta autocrítica e dizer que não era este conjunto de resultados que esperava quando aceitei vir trabalhar para o Benfica.”

Condições de trabalho invejáveis

“Eu diria que o Benfica é um espaço de excelência para se poder trabalhar. Não saio minimamente triste, aliás, a única coisa pela qual saio triste é por não ter levado o Benfica a um título nacional. Era isso que eu queria e que me daria um prazer imenso, e também é isso que as pessoas que trabalham no Benfica mereciam. Saio mais preenchido profissionalmente, saio com mais amigos, e isso é extremamente importante. O Benfica é uma casa que dá condições de excelência aos seus colaboradores para se poderem desenvolver. Nesse aspeto saio amplamente satisfeito, porque foi, ao longo destas três épocas desportivas, o espaço até ao momento, quer como treinador, quer como atleta, onde vi melhores condições para poder trabalhar. Pena é não ter atingido aquilo que julgava ser possível atingir.”

As pessoas e a certeza para o futuro

“O Benfica está no caminho certo. Dizer também que os dirigentes do Benfica têm tido a abertura e amabilidade de me fazer chegar todas as informações e temos trabalhado juntos nesse sentido, porque é minha preocupação com o Benfica, enquanto a minha entidade patronal no momento, mas liga-me também a alguns laços de amizade com pessoas que trabalham no Benfica. E mesmo com a minha saída, quero que eles continuem a trabalhar para atingir resultados de excelência. Nesse aspeto, estou convencido que o Benfica está a trabalhar para que no futuro consiga resultados que eu não consegui alcançar nestes três anos, e espero que de facto os consigam.”