F1: Abaixo as Cortinas!

Tudo o que é bom tem o seu fim. 20 provas depois, 4 continentes percorridos, e muita muita emoção. Eis o melhor e o pior do circo da Fórmula 1 na temporada de 2017.

Por Diogo Santos

Se parte do título de Lewis Hamilton se pode explicar pelo facto do britânico ter vencido 9 das 20 provas deste ano, o outro factor-chave é que Hamilton pontuou em todas as provas. Se concluirmos que o carro da Mercedes demonstrou ser o mais fiável do pelotão, não estaremos, por certo, a pecar. Verdade seja dita, no início da época, poucos seriam aqueles que colocariam Sebastian Vettel e a Ferrari na rota do título. Os Tifossi superaram-se a si mesmos e tiveram o título no bolso… Mas como em ocasiões anteriores, a Ferrari lidou mal com a pressão e deitou tudo a perder.

Hamilton assegurou o 4º título no México.

Valtteri Bottas tomou o lugar de Nico Rosberg após a sua retirada. Esperar-se-ia mais do sucessor ao campeão de 2016. Certo que venceu 3 corridas e teve como pior resultado um 6º lugar, mas pouco deu nas vistas. A Fórmula 1 precisa de compatriotas como o de Bottas, Kimi Raikkonen (Ferrari), que protagonizou umas lutas interessantes com Max Verstappen (Red Bull). A idade é um número e somente isso. Kimi Raikkonen e Felipe Massa (Williams) foram talvez aqueles que foram mais constantes ao longo da época em termos de resultados (não colocando nesta balança Lewis Hamilton).

Verstappen e Raikkonen animaram (e muito) o campeonato.

O que dizer de Massa? Lealdade total ao abdicar da reforma para ajudar a equipa. Esteve quase sempre nos pontos, apesar da regressão abismal do carro da Williams. Venceria em Baku se não fosse um problema no carro. Tutelou um futuro campeão como Lance Stroll e os resultados viram-se a olho nu. Merecia mais um ano. É ponto assente a meu ver. É bonita a história de Robert Kubica, mas… o polaco está há 6 anos fora do circuito. Será o novato Stroll a ensinar a nova Fórmula 1 a Kubica quando é o canadense a precisar de continuar a crescer… Onde está o cabimento nesta decisão?

47 anos depois, o Brasil fica sem pilotos brasileiros na F1.

Sem cabimento também foi a dança de cadeiras na Toro Rosso. Arruinaram psicologicamente Daniil Kvyat aquando da despromoção e a machadada final foi dada na dispensa do russo que tinha sido uma grande aposta pelos lados austríacos. Pierre Gasly não aparenta ser um fora-de-série e, peço desculpa… Quem é o Brendon Hartley? Pensava que a Super Licença do Sébastien Buemi servia para alguma coisa… Talvez para inglês ver.

Se Gasly será apenas mais um a passar pela Fórmula 1, o seu compatriota não. Esteban Ocon foi uma agradável surpresa e o francês tem larga margem de progressão. Por sua vez, o seu colega de equipa, Sergio Perez, confirmou todo o seu talento, a par de Nico Hulkenberg (Renault).

Esteban Ocon superou as expectativas e fez frente ao seu colega de equipa.

Agora que a Honda deixou de fornecer motores à Mclaren, estará Fernando Alonso na rota do título? Outra questão será ver o que Marcus Ericsson poderá fazer se ficar nesta modalidade em 2018. O seu colega de equipa em 2017, Pascal Wehrlein, foi a maior das desilusões em 2017. Antonio Giovinazzi tomará, certamente o seu lugar em 2018, especialmente após confirmação do regresso da Alfa Romeo à F1 por meio da Sauber… com motores Ferrari. À cabeça está também a dupla da Haas, que apesar de talentosa é inconstante. Mas quer Kevin Magnussen, quer Roman Grosjean, deverão continuar no próximo ano.

Formado na Ferrari, Giovinazzi substituiu o lesionado Wehrelin no início da temporada.

21 provas aguardam os pilotos em 2018. França e Alemanha voltam ao mapa, saindo a Malásia deste. Ao dispor dos pilotos estarão 7 tipos de pneus. Aos actuais, haverá ainda um Hiper Macio e um Super Duro… Se 5 já era um exagero, 7 é mau demais para ser verdade. Quantas vezes os compostos mais duros foram utilizados este ano? Pois.

Os 7 compostos para 2018.

A Fórmula 1 regressa a 25 de Março em Melbourne, Austrália, com mais espectáculo e… um novo logótipo, 25 anos depois.

Até lá!

A nova imagem da F1.

PS: Não se esqueçam daquela coisa horrível chamada de Halo…!