Nuno Espírito Santo: “O Dragão é a nossa força e a nossa inspiração”

O jogo frente ao Benfica, que se disputa este domingo, às 18h00 (SportTV1), a contar para a décima jornada da Liga NOS, será o primeiro clássico de Nuno Espírito Santo no Estádio do Dragão como treinador do FC Porto.

Na antevisão da partida que vai opor os dois primeiros classificados do campeonato, o técnico portista sublinhou que o “único cenário” contemplado é a conquista dos três pontos, que permitiria aos azuis e brancos uma aproximação ao lugar mais desejado, o “topo da tabela”. O Estádio do Dragão, que Nuno Espírito Santo considera o “12.º jogador”, terá lotação esgotada.

Duelo com significado
“Este é um jogo diferente para todos os portistas, pelo significado que tem. É um jogo para o qual estamos preparados e motivados, pois queremos conquistar os três pontos. Essa é a nossa maior motivação. E o trabalho da equipa técnica também passa por não deixar essa motivação virar ansiedade.”

Reduzir distâncias para o topo
“Encaramos este jogo como uma oportunidade de nos aproximarmos mais de onde queremos estar, que é no topo da tabela. O único cenário que contemplamos é a conquista dos três pontos e nenhum jogador tem outro pensamento que não esse. Dar o seu melhor na nossa fortaleza, que é o Dragão, e vencer. Competir e dar o máximo perante um Dragão cheio, a apoiar a sua equipa. É o 12.º jogador.”

Árbitro do clássico
“Confiamos no Artur Soares Dias e acreditamos eu vai fazer um bom trabalho.”

Dragões focados em si próprios
“Conhecemos bem o rival e sabemos das suas ausências, mas essa é uma preocupação deles. Olhamos para nós e queremos é potenciar o nosso modelo, a nossa ideia, conseguindo que os jogadores estejam preparados para interpretar cada momento. Olhamos para o nosso plantel e estamos muito contentes com o que temos.”

Eficácia e juventude
“A eficácia faz parte do processo, mas a equipa está segura e equilibrada. A eficácia é determinante, mas só acontece se criarmos oportunidades e tivermos uma boa dinâmica ofensiva. Os golos vão surgir naturalmente e a equipa tem de saber matar os jogos nos momentos oportunos. Em relação à juventude, é uma virtude e não um defeito. Queremos que essa juventude seja irreverente, mas temos de acalmar os jogadores para poderem jogar naturalmente com o seu talento. A juventude tem de ser motivada mas controlada, sobretudo a nível emocional.”

Clássicos que servem de exemplo
“Temos muitos clássicos e até os dados estatísticos dos últimos 20 anos, nos quais vencemos mais vezes. Jogamos em casa, na nossa fortaleza, e queremos presentear os nossos adeptos com uma vitória.”

Lar, doce lar
“Em casa não temos inimigos. Sentimo-nos bem em casa. O Dragão é a nossa força e a nossa inspiração. Há um forte espírito de cooperação e união entre todos.”

Análise e crítica
“A análise e a crítica fazem parte de tudo. Os jogadores do FC Porto sabem que têm de estar sempre no seu máximo. O Herrera é um grande jogador e com certeza irá proporcionar bons momentos a todos. Todos os jogadores podem dar mais. O Herrera tem tido grandes desempenhos e é importante para nós, como são todos os outros.”

Layún, Herrera e Corona
“Estamos muito contentes com eles. São três dos jogadores que jogaram quase sempre. Estamos satisfeitos com a sua produção, mas preocupa-me como chegarão depois dos compromissos da seleção. O próximo jogo que teremos é apenas um dia depois da chegada dos três jogadores. Isso sim, preocupa-me.”