Pinto da Costa: “Ainda gostava de saber quem foi buscar os padres à sacristia”

Pinto da Costa
Pinto da Costa; FC Porto. Fotografia: Ivo Carvalho

Em entrevista ao jornal “O Jogo”, o presidente do FC Porto passou em revista os principais momentos do campeonato nacional

“Em termos de resultados, chegámos ao momento crucial, depois do F. C. Porto-Benfica, com dois pontos de atraso. Essa reta final defino-a da seguinte forma: o F. C. Porto teve um empate anormal em Vila do Conde, porque dois penáltis claríssimos não foram marcados. Houve uma influência direta da arbitragem e do VAR nesse empate. Depois do clássico, o campeonato decidiu-se em três sítios: Vila da Feira, Braga e Vila do Conde. São três jogos onde ainda gostava de saber quem, a partir daí, foi buscar os padres à sacristia. O que vimos? O Conselho de Arbitragem, e bem, verificou no final da época passada que havia árbitros que não tinham as mínimas condições para apitar: o senhor Bruno Paixão e o senhor Bruno Esteves. Deixaram de apitar e para estarem calados e não protestarem meteram-nos no VAR. Agora, um indivíduo que não tem categoria para arbitrar não pode ir para o VAR, que tem tanta ou mais influência nos resultados”

Sobre o Feirense – Benfica:

“No Feirense-Benfica, quando tocou a reunir, quem foram os intervenientes? O senhor João Pinheiro, que toda a gente conhece do seu envolvimento nos emails. Foram ressuscitá-lo para esse jogo e tiveram a peregrina ideia de ressuscitar o senhor Bruno Paixão para o VAR, tendo influência direta ao anular um golo limpo ao Feirense e ao inventar um penálti que deu a vitória ao Benfica”

Sobre o Braga – Benfica:

“O senhor João Pinheiro vai para o VAR, o tal que mandava emails ao fulano daquela geringonça toda. O que aconteceu? Um penálti que não existe, outro que existe e não é marcado, uma agressão, nas barbas do árbitro, do João Félix, que dava o segundo amarelo. E o Benfica passou lá. E agora, na reta final, quem foram buscar? O senhor Luís Godinho, no conceito deles pode ser um excelente árbitro, mas foi o árbitro que, em Moreira de Cónegos, expulsou o Danilo por ter ido contra ele quando ia a recuar ou que, no final de um famoso V. Setúbal-Benfica, marcou um penálti que deu a vitória e que todos contestaram”

Sobre o Rio Ave – Benfica:

“Havia tantos jogos importantes na I e na II Liga e o senhor Luís Godinho, que eles consideram um árbitro de primeira, foi para o VAR? Foi, mas para não ver. E o senhor Hugo Miguel, que foi o árbitro que aos 44 minutos, em Alvalade, fechou os olhos ao segundo amarelo [a Bruno Fernandes], vai fazer este jogo. Pelo amor de Deus”