Hóquei em Patins: Reinaldo Garcia renova com FC Porto

© Ivo Carvalho | Sport On Stage

Reinaldo García prolongou o vínculo que o liga ao FC Porto até 2022.

O hoquista argentino de 38 anos chegou ao FC Porto em 2001, oriundo dos argentinos do Olimpia Patín Club, tendo atuado pelos azuis e brancos, de forma ininterrupta, até 2007, e contribuído para os primeiros seis títulos do decacampeonato alcançado entre 2001/02 e 2010/11. Seguiram-se na carreira de Nalo duas temporadas no Liceo da Corunha e seis ao serviço do Barcelona antes do regresso ao FC Porto, emblema que voltou a representar desde 2015/16 até agora, tendo, em 2020/2021, cumprido 42 partidas de Dragão ao peito e marcado 22 golos. O 57 azul e branco mostrou orgulho em “continuar ligado a este clube, a este emblema, a estas cores, a esta cidade”, afirmou estar “muito feliz, orgulhoso e motivado para o que aí vem” e atirou: “Precisamos dos adeptos, gostamos deles e queremos que estejam no rinque a apoiar, sabíamos que estavam de fora a apoiar, mas não é a mesma coisa, seria bom que eles voltassem para sentirmos o calor que eles nos dão e para nós podermos brindá-los com vitórias”.

O orgulho por continuar de Dragão ao peito
“É um orgulho continuar ligado a este clube, a este emblema, a estas cores, a esta cidade. Já estou aqui há tantos anos, esta é a 13.ª época que vou fazer no clube e sinto-me encantado, muito feliz, orgulhoso e motivado para o que aí vem.”

A felicidade por continuar na primeira casa
“Esta sempre será a minha primeira casa. O FC Porto foi o clube que me abriu as portas na Europa para eu cumprir o meu sonho, que era vir jogar para a Europa. Na primeira etapa, estive aqui muitos anos e foi fantástico, depois voltei e só quero agradecer às pessoas que acreditaram e apostaram em mim, estou muito contente por estar aqui.”

A reflexão sobre a época transata e o pensamento no futuro
“A época passada já passou. Disputámos os dois títulos que havia para disputar, estivemos nas duas finais, só faltava ganhar. O importante é que a equipa deu tudo para poder conseguir isso, mas nem sempre se consegue, as outras equipas também jogam. Agora o que importa é o presente e o futuro que virá, todos vão começar do zero, temos que começar a trabalhar para poder estar na melhor forma. Vai ser uma época ainda mais desgastante que a anterior, é preciso ter muito trabalho e cuidado em todos os sentidos, e que se cumpram os objetivos.”

Os melhores momentos de azul e branco
“Não sei dizer qual o melhor momento, há muitos bons momentos. Na primeira etapa, foram seis anos e conquistei seis campeonatos do “Deca”, na segunda etapa começámos a jogar o melhor campeonato do mundo, em que a dificuldade era sentida a cada fim de semana. Qualquer um dos campeonatos que ganhámos na segunda etapa podem ser especiais porque foi duro, foi complicado, foi mérito de muito trabalho nosso, de união de grupo, de trabalho individual e coletivo, de toda a gente que está fora do rinque, sempre a dar tudo para estarmos nas melhores condições. Não posso dizer um momento em específico, são todos bons momentos.”

Os objetivos para o futuro
“A Liga dos Campeões era o título que gostava de ganhar. O FC Porto merece, já há muitos anos que anda à procura disso. Tivemos muitas oportunidades, estivemos muito perto, o FC Porto já merecia estar com um título europeu, por isso adorava poder dar essa alegria a nós, atletas, à equipa técnica, ao presidente e ao clube, sobretudo ao clube. Os adeptos, que apoiam sempre, merecem essa alegria.”

O regresso dos adeptos ao Dragão Arena
“É fundamental o apoio deles. Nós notámos, quando começámos a jogar, que era tudo muito esquisito. Precisamos dos adeptos, gostamos deles e queremos que estejam no rinque a apoiar, sabíamos que estavam de fora a apoiar, mas não é a mesma coisa, seria bom que eles voltassem para sentirmos o calor que eles nos dão e para nós podermos brindá-los com vitórias.”

Texto: FCP