SPORTONSTAGE2016-10-05 12-58-26049
Facebook

Lewis Hamilton Tetra-Campeão Mundial

Depois de uma qualificação emocionante, Sebastian Vettel partiria na frente, no entanto, o título estava no bolso de Lewis Hamilton.

Por Diogo Santos

Sebastian Vettel (Ferrari) bateu Max Verstappen (Red – Bull) à milésima na qualificação para o GP do México. Com Lewis Hamilyon (Mercedes) logo atrás, seria de prever uma corrida electrizante.

Qualificação – Grelha sem penalizações atribuídas.

O trio da frente arrancou de forma quase perfeita e na primeira sequência de curvas… a questão principal ficara (praticamente) resolvida. Verstappen coloca-se lado a lado com Vettel e ultrapassa-o no final da curva 2. Vettel toca ligeiramente em Max, enquanto Hamilton aproveita para passar o alemão que também lhe tocou. De propósito? Não, pressão apenas. Os dois candidatos ao título pararam no final da 1ª volta: Hamilton com o pneu traseiro do lado direito furado e Vettel para colocar uma asa dianteira nova. Ambos foram relegados para o fim do pelotão.

Incidente entre o trio da frente.

A maré de azar afectava também a Red Bull, com Daniel Ricciardo a abandonar à 6ª volta. Seguiu-se Nico Hulkenberg (Reanult) que teve o 2º fim-de-semana consecutivo para esquecer. Nos lugares cimeiros, Sergio Perez (Force India) levava o seu povo ao delírio após ultrapassar Kevin Magnussen (Haas) na 30ª volta. O mexicano subia assim ao 6º lugar. A onda de abandonos não parava, com Brendon Hartley (Toro Rosso) a ser a nova vítima. A altitude do México fez, subtilmente, os seus estragos.

Sebastiam Vettel lutava contra o tempo, contra as voltas, contra o desgaste dos pneus, contra todos os muros. Um tudo ou nada no seu extremo. O alemão foi cavalgando posições atrás de posições e às 51ª volta subiu ao 6º lugar de Perez. 3 voltas Lance Stroll (Williams) foi a vítima, e outras 3 voltas depois foi Esteban Ocon (Force India). 11 voltas para o fim, Vettel em 4º. Quantas voltas para o 3º lugar do Kimi, perguntou. “23 segundos”, disse o engenheiro do outro lado do rádio. “Mamma Mia, é demasiado” e a esperança dos Tiffosi sucumbiu em desalento após a resposta, esperada, de Vettel. Seria o 4º título Mundial para Hamilton.

O inglês não foi além do 9º posto (com Fernando Alonso a vender-lhe caríssima tal posição), o que servia de qualquer maneira para o título. Max Verstappen foi o 1º a ver a Bandeira de Xadrez, com Valtteri Bottas (Mercedes) a fechar em 2º e Kimi Raikkonen (Ferrari) a completar o pódio.

O futuro da F1 tem um nome garantido: Max Verstappen.

O futuro será de Max Verstappen mas o presente está em Lewis Hamilton que igualou os 4 títulos de Juan Manuel Fangio, Alan Prost e… Sebastian Vettel. 2018 terá os holofotes neste trio e quem sabe em Fernando Alonso, tendo em conta a evolução que a Mclaren tem mostrado nesta recta final de época. Na Williams, a especulação mantém-se. Lance Stroll evolui a cada prova que passa, com mérito para o seu professor, Felipe Massa. Será o brasileiro a fazer dupla com o canadense em 2018? Brendon Hartley está quase certo na Scuderia Toro Rosso em 2018… Agora pergunto: emprestaram Carlos Sainz para quê? Não é correcto falar do Daniil Kvyat… sentir na pele uma despromoção num início de temporada deve ser dificílimo de gerir. António Félix da Costa poderia ter sido o escolhido. Poderia, mas a Fórmula 1 não se resume ao piloto em si apenas.

Classificação final.

Penúltima paragem: São Paulo. GP do Brasil para acompanhar a partir de dia 10 na Sport Tv.

Últimas Reportagens.

P